Não, não saiu nenhum filme com esse nome... Na verdade, hoje eu vim falar de televisão mesmo. Vi os dois primeiros capítulos da minissérie "Capitu" que tá passando na Rede Globo, e por incrível que pareça eu gostei. Tudo bem que a maioria do que a Globo produz é lixo, mas dessa vez eles acertaram sim e tenho que dar a minha mão à palmatória. Tudo bem também que o programa tem o toque do cult Michel Melamed, mas confesso que eu to adorando ele de Dom Casmurro,pronto admiti! hahaha ahh e o menino que faz o Bentinho, que atorzinho bom,hein! Isso sem contar a linda Capitu nova com aquela tatuagem dando todo um ar moderno... Confesso também que eu tenho uma quedinha por essa coisa de experimentação, sem exageros e feiuras, do jeitinho que estão fazendo em Capitu, por que não diferenciar na TV? Que bom que tem gente que ainda quer mudar as coisas.
Para quem ainda não viu a minissérie, eu conto... É inspirada no livro "Dom Casmurro" do incomparável Machadinho, como sua esposa Carolina o chamava, ou Machado de Assis, como muitos conhecem. Bom, o grande diferencial de "Capitu" é a forma de contar a história que muita gente já sabe como começa e termina, ela é contada num cenário que parece um palco, sem móveis ou divisórias, muitas vezes com desenhos no chão que simbolizam as disposições das coisas em cena, como na cena do muro da casa de Capitu que é desenhado no chão; com uma música moderna ao fundo, a trama ganha o tom necessário; com cores fortes e muito bem escolhidas as imagens se tornam mais belas a cada cena; isso sem contar a leitura do texto e as interpretações que dão um show a parte, vale a pena dar uma conferida, de verdade.
Essa história de cenários desenhados no chão, falta de limites entre cômodos e ausência de móveis só é novidade nas telinhas, "Capitu", pelo visto, foi fortemente inspirada em um movimento de uma galera das telonas, o Dogma 95, para não haver dúvidas, eis a definição, segundo o Wikipédia: "O Manifesto Dogma 95 foi escrito para a criação de um cinema mais realista e menos comercial. Segundo os cineastas, trata-se de um ato de resgate do cinema como feito antes da exploração industrial (segundo o modelo de Hollywood). O manifesto tem cunho técnico — apresenta uma série de restrições quanto ao uso de técnicas e tecnologias nos filmes — e ético — com regras quanto ao conteúdo dos filmes" Um dos líderes desse movimento é o diretor Lars Von Trier, que dirigiu o ótimo "Dogville" que se passa em um galpão simulando uma cidadezinha americana dos anos 30, em plena recessão, a personagem principal é Gracie (interpretada por Nicole Kidman), filha de um dos chefões da máfia que, fugindo do pai, vai parar em Dogville buscando abrigo mas logo logo percebe que a "bondade" dos habitantes da cidade pode custar muito caro...
Enfim, para terminar esse longo texto, deixo a dica: as vezes vale a pena ver o antigo, mas uma vanguardinha aqui e ali não cai nada mal!
(Por Carol Borges)
Dica do dia: Dogville
Para quem ainda não viu a minissérie, eu conto... É inspirada no livro "Dom Casmurro" do incomparável Machadinho, como sua esposa Carolina o chamava, ou Machado de Assis, como muitos conhecem. Bom, o grande diferencial de "Capitu" é a forma de contar a história que muita gente já sabe como começa e termina, ela é contada num cenário que parece um palco, sem móveis ou divisórias, muitas vezes com desenhos no chão que simbolizam as disposições das coisas em cena, como na cena do muro da casa de Capitu que é desenhado no chão; com uma música moderna ao fundo, a trama ganha o tom necessário; com cores fortes e muito bem escolhidas as imagens se tornam mais belas a cada cena; isso sem contar a leitura do texto e as interpretações que dão um show a parte, vale a pena dar uma conferida, de verdade.
Essa história de cenários desenhados no chão, falta de limites entre cômodos e ausência de móveis só é novidade nas telinhas, "Capitu", pelo visto, foi fortemente inspirada em um movimento de uma galera das telonas, o Dogma 95, para não haver dúvidas, eis a definição, segundo o Wikipédia: "O Manifesto Dogma 95 foi escrito para a criação de um cinema mais realista e menos comercial. Segundo os cineastas, trata-se de um ato de resgate do cinema como feito antes da exploração industrial (segundo o modelo de Hollywood). O manifesto tem cunho técnico — apresenta uma série de restrições quanto ao uso de técnicas e tecnologias nos filmes — e ético — com regras quanto ao conteúdo dos filmes" Um dos líderes desse movimento é o diretor Lars Von Trier, que dirigiu o ótimo "Dogville" que se passa em um galpão simulando uma cidadezinha americana dos anos 30, em plena recessão, a personagem principal é Gracie (interpretada por Nicole Kidman), filha de um dos chefões da máfia que, fugindo do pai, vai parar em Dogville buscando abrigo mas logo logo percebe que a "bondade" dos habitantes da cidade pode custar muito caro...
Enfim, para terminar esse longo texto, deixo a dica: as vezes vale a pena ver o antigo, mas uma vanguardinha aqui e ali não cai nada mal!
(Por Carol Borges)
Dica do dia: Dogville
Um comentário:
Excelente mozão! Mas continuo nao gostando da série...já do dogma 95...haha demais!
Beijos te amo
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